Fisiologia do hormônio de crescimento

Fisiologia do Hormônio do Crescimento em Mamíferos Domésticos

Estudaremos aqui o Hormônio do Crescimento (GH), também conhecido como somatotropina. Muito além de simplesmente promover o crescimento em estatura, o GH é um verdadeiro maestro, orquestrando complexos processos metabólicos e desempenhando um papel crucial no desenvolvimento, na saúde óssea e muscular, e na composição corporal de mamíferos domésticos. Compreender a fisiologia desse hormônio é fundamental para diagnosticar e tratar distúrbios de crescimento, otimizar a produção animal e aprimorar a saúde de nossos pacientes.

1. Introdução: O Hormônio do Crescimento como Pilar Fisiológico

O hormônio do crescimento (GH), ou somatotropina, é fundamental na regulação do crescimento, metabolismo e desenvolvimento em mamíferos domésticos. Produzido em resposta a uma complexa rede de estímulos e feedbacks, o GH atua em diversos tecidos-alvo, orquestrando processos que vão desde o alongamento ósseo até a modulação da glicemia. Sua ação é mediada tanto diretamente quanto, de forma crucial, por meio da produção de fatores de crescimento, como o IGF-1.

2. Aspectos Anatômicos e Histológicos da Glândula Produtora de GH

O GH é produzido principalmente pela adeno-hipófise (ou hipófise anterior), especificamente na pars distalis. A hipófise, localizada na base do encéfalo e protegida pela sela túrcica do osso esfenoide, é dividida em três regiões anatômicas principais: pars distalis, pars intermedia e pars nervosa. A pars distalis é a maior porção e é responsável pela produção e secreção de vários hormônios tróficos, incluindo o GH. Histologicamente, essa região contém células especializadas denominadas células somatotróficas, que correspondem a um tipo de célula acidófila e são responsáveis pela síntese e secreção de GH. Essas células são ricas em retículo endoplasmático e complexo de Golgi, refletindo sua alta atividade proteica.

3. Produção Bioquímica e Regulação do Hormônio do Crescimento

O GH é um polipeptídeo (proteína) sintetizado e armazenado nas células somatotróficas da adeno-hipófise, em vesículas secretoras. Sua liberação para a circulação ocorre em pulsos, em resposta a estímulos específicos, seguindo um ritmo circadiano e influenciado por fatores como o sono, estresse, exercício físico e níveis de nutrientes.

3.1. Regulação Complexa: O Eixo Hipotálamo-Hipófise-GH

A secreção de GH é rigidamente controlada por um mecanismo de feedback complexo, envolvendo o hipotálamo, a hipófise e os tecidos periféricos:

  • Estímulo Principal: O Hormônio Liberador do Hormônio do Crescimento (GHRH), um peptídeo produzido por neurônios do hipotálamo (especialmente no núcleo arqueado), é o principal estimulador da síntese e liberação de GH pela adeno-hipófise.
  • Inibição Principal: A somatostatina (GHIH - Hormônio Inibidor do Hormônio do Crescimento), outro peptídeo hipotalâmico (produzido no núcleo periventricular), inibe a secreção de GH pela adeno-hipófise.
  • Feedback Negativo: O próprio GH e o Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1 (IGF-1), produzido em resposta ao GH, exercem feedback negativo. O IGF-1 inibe a secreção de GH diretamente na hipófise e estimula a liberação de somatostatina pelo hipotálamo, reduzindo a secreção de GHRH.

 

Outros fatores que influenciam a secreção de GH incluem:

  • Hipoglicemia e Jejum: Estimulam a liberação de GH (efeito contrarregulatório à insulina).
  • Exercício Físico e Estresse: Podem aumentar a secreção.
  • Aminoácidos: A ingestão de certos aminoácidos (ex: arginina) estimula o GH.
  • Grelina: Conhecido como "hormônio da fome", produzido principalmente no estômago, também tem um potente efeito estimulador na liberação de GH.

4. Sítios de Ação e Mecanismos do Hormônio do Crescimento

O GH exerce seus efeitos tanto de forma direta quanto indireta, mediada principalmente pelo IGF-1. A ligação do GH aos seus receptores específicos (receptores de GH, GHR) nas células-alvo inicia uma cascata de sinalização intracelular, principalmente via via JAK/STAT.

4.1. Alvos Teciduais e Efeitos do GH e IGF-1

Fígado

O fígado é o principal sítio de ação do GH para a produção de IGF-1 (Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1). O IGF-1 é um peptídeo que atua de forma endócrina (circulando pelo corpo) e parácrina/autócrina (localmente), mediando muitos dos efeitos anabólicos do GH, especialmente no crescimento e desenvolvimento.

Tecido Adiposo

O GH promove a lipólise, resultando na liberação de ácidos graxos livres para serem utilizados como fonte de energia. Tem, portanto, um efeito de redução da gordura corporal.

Músculo Esquelético

Estimula a captação de aminoácidos e a síntese proteica, contribuindo para a hipertrofia e aumento da massa muscular.

Cartilagem Epifisária (Placas de Crescimento)

O GH e o IGF-1 induzem a proliferação e diferenciação de condrócitos nas placas de crescimento dos ossos longos, essencial para o crescimento ósseo longitudinal durante a fase de desenvolvimento. Eles também aumentam a síntese de colágeno e proteoglicanos na matriz óssea.

Ossos

Além do crescimento longitudinal, o GH e IGF-1 influenciam a densidade óssea, estimulando a atividade dos osteoblastos (células formadoras de osso) e o aumento da massa óssea.

4.2. Relação com Outros Hormônios e o Metabolismo Energético

O GH interage complexamente com vários hormônios para regular o crescimento e o metabolismo, sendo um importante hormônio contrarregulatório e anabólico.

Insulina e Glucagon

O GH possui efeitos diabetogênicos ou anti-insulínicos, pois antagoniza a ação da insulina nos tecidos periféricos (músculo e tecido adiposo), diminuindo a captação de glicose por essas células e promovendo a gliconeogênese hepática. Isso leva a um aumento nos níveis de glicose no sangue (hiperglicemia). Como resposta compensatória, o GH também pode estimular a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas.

Hormônios Tireoidianos (T3 e T4)

Os hormônios tireoidianos têm um efeito permissivo sobre o GH, sendo necessários para a síntese normal de GH e para a expressão máxima dos efeitos do GH no crescimento e desenvolvimento, especialmente no crescimento ósseo e maturação tecidual.

Hormônios Sexuais

Durante a puberdade, hormônios como estrogênios e androgênios interagem com o GH e o IGF-1 para promover o surto de crescimento característico. Eles podem aumentar a secreção de GH, mas também promovem o fechamento das placas epifisárias, limitando o crescimento longitudinal.

Glicocorticoides

O excesso crônico de glicocorticoides pode inibir a secreção de GH e o crescimento, explicando o retardo de crescimento em animais sob estresse crônico ou tratamento prolongado com corticosteroides.

5. Diferenças Interespécies na Fisiologia e Aplicação do GH

Embora a estrutura básica da hipófise e a função do GH sejam conservadas entre mamíferos domésticos, existem diferenças importantes na regulação, produção e aplicações:

Cães

Em cadelas, a glândula mamária pode expressar e secretar GH sob a influência de progestágenos, levando a um quadro de acromegalia com sinais clínicos como crescimento de tecidos moles (especialmente na face), prognatismo e diabetes mellitus devido à resistência insulínica.

Gatos

A produção de GH é exclusivamente hipofisária, com regulação e efeitos semelhantes. O diagnóstico de acromegalia em gatos (geralmente por tumores hipofisários) é mais comum do que em cães.

Suínos

Apresentam uma taxa de secreção de GH relativamente alta, influenciando significativamente o crescimento muscular e a deposição de gordura, tornando-os modelos interessantes para estudos de otimização de carcaça.

Bovinos

A somatotropina bovina recombinante (rbST) é uma forma sintética de GH utilizada exogenamente para aumentar a produção de leite e melhorar a eficiência alimentar em vacas leiteiras.

Equinos

Estudos sobre GH são mais limitados, mas sabe-se que influencia o crescimento e desenvolvimento em potros. O GH também pode ter papel na recuperação de lesões musculares em equinos atletas.

6. Aplicações Clínicas e em Produção Animal: Distúrbios e Usos do GH

A compreensão da fisiologia do GH é fundamental para o manejo de diversas patologias que afetam os mamíferos domésticos, tanto na clínica de pequenos animais quanto na produção.

6.1. Caso Clínico Veterinário: Acromegalia Canina (GH Ectópico)

Contexto

A acromegalia é uma condição rara em cães, ilustrando os efeitos do excesso crônico de GH. Em cadelas, a causa mais comum é a produção ectópica de GH na glândula mamária sob estímulo progestágeno.

Anamnese e Histórico Clínico

Belinha, uma cadela Boxer de 7 anos, não castrada, apresentava mudanças progressivas como aumento do volume da cabeça, espessamento da pele e hiperplasia gengival. Havia também polidipsia/poliúria e polifagia com perda de peso. A tutora mencionou pseudociese e tratamento prévio com progestágeno injetável.

Exame Físico

Belinha mostrava aumento notável no tamanho das patas, face alargada com dobras de pele proeminentes, prognatismo, pele espessada e áspera, hiperplasia gengival severa e aumento das glândulas mamárias. Estava alerta, mas letárgica.

Fisiopatogenia dos Sintomas

O excesso crônico de GH, provávelmente pelas glândulas mamárias, causa:

  • Crescimento de Tecidos Moles: Estimula o crescimento de cartilagens, tecido conjuntivo e pele, resultando em face alargada, prognatismo, pele espessada (Mixedema) e hiperplasia gengival.
  • Efeitos Diabetogênicos: O GH causa resistência insulínica, levando à hiperglicemia e hiperinsulinemia compensatória, podendo evoluir para diabetes mellitus secundário (polidipsia, poliúria, polifagia) e perda de peso.

Diagnósticos Diferenciais

  • Tumores Hipofisários Produtores de GH: Rara em cães, mais comum em gatos.
  • Hipotireoidismo: Cursa com ganho de peso e outros sinais distintos, não crescimento generalizado e polidipsia/poliúria.
  • Hiperadrenocorticismo (Doença de Cushing): Causa polidipsia/poliúria/polifagia, mas com pele fina e hiperpigmentada, não espessada.

Exames Complementares

  • Bioquímica Sérica: Glicemia e frutosamina tipicamente elevadas.
  • Dosagem Hormonal: IGF-1 sérico significativamente elevado (padrão ouro de triagem); progesterona sérica geralmente elevada.
  • Ultrassonografia Abdominal: Avaliação das glândulas mamárias e pâncreas.
  • Radiografias: Avaliação do crescimento ósseo.

Diagnóstico Definitivo

Acromegalia (Provavelmente induzida por progestágeno).

Tratamento Proposto

  • Ovariohisterectomia (Castração): Se a causa for progestágeno endógeno, a remoção dos ovários é curativa.
  • Remoção de Terapia Progestágena Exógena: Se aplicável, suspender o fármaco.
  • Controle do Diabetes Mellitus: Terapia com insulina, que pode ser transitória.
  • Manejo da Hiperplasia Gengival: Ressecção cirúrgica se necessário.

Belinha foi castrada, e os sinais clínicos e o diabetes regrediram drasticamente, permitindo a suspensão da insulina. O inchaço facial e gengival diminuiu.

6.2. Caso em Produção Animal: Otimização do Crescimento em Suínos (Aplicação do GH)

Contexto

Na suinocultura, a maximização do ganho de peso, eficiência alimentar e qualidade da carcaça são primordiais. O GH tem sido estudado para otimizar esses parâmetros, mas seu uso comercial é regulado.

Cenário

Um zootecnista considerou a aplicação de GH para melhorar a taxa de crescimento e a proporção de carne magra em suínos de terminação.

Mecanismo de Ação do GH na Produção Suinícola

A administração de somatotropina suína recombinante (pST) busca:

  • Aumento do Ganho de Peso: Estimula a síntese proteica no músculo e a mobilização de gordura.
  • Melhora da Eficiência Alimentar: Menos ração para a mesma quantidade de carne, direcionando nutrientes para anabolismo proteico.
  • Melhora da Composição da Carcaça: Reduz gordura e aumenta massa muscular magra.
  • Redução da Produção de Gordura: Promove lipólise e inibe lipogênese.

Considerações para Aplicação

  • Fase de Terminação: Efeitos mais pronunciados.
  • Nutrição: Necessidade de maiores níveis de proteína e aminoácidos.
  • Bem-estar Animal e Manejo: Resposta variável, exige manejo adequado.
  • Legislação e Aceitação do Mercado: Crucial considerar regulamentações locais e internacionais (ex: Brasil e UE proíbem uso de hormônios de crescimento para consumo humano).

O zootecnista optou por não usar pST, focando em melhorias genéticas, nutricionais e de manejo ambiental, devido às regulamentações e demanda do mercado. Isso destaca a importância de considerar aspectos regulatórios e de mercado além da fisiologia.

7. Estudo Dirigido: Perguntas para Reflexão e Aprofundamento

Para consolidar seu conhecimento sobre a fisiologia do Hormônio do Crescimento em mamíferos domésticos, responda às seguintes perguntas abertas:

  1. Descreva a síntese do Hormônio do Crescimento (GH) e a estrutura da glândula produtora, incluindo as células específicas responsáveis por sua produção.
  2. Explique a intrincada regulação da secreção do GH, detalhando o papel do GHRH e da somatostatina, e o mecanismo de feedback negativo que envolve o próprio GH e o IGF-1.
  3. Aprofunde-se nos mecanismos pelos quais o GH influencia o metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios, e sua relação com a sensibilidade à insulina.
  4. Descreva como o GH, em conjunto com o IGF-1, promove o crescimento ósseo longitudinal, o desenvolvimento muscular e a remodelação óssea em diferentes fases da vida.
  5. Explique as interações do GH com os hormônios tireoidianos e sexuais no crescimento e desenvolvimento de mamíferos, destacando seus efeitos sinérgicos e limitantes.
  6. Discuta as peculiaridades da fisiologia e/ou aplicação do GH em duas espécies domésticas distintas (ex: cães e bovinos), e sua relevância clínica ou produtiva.
  7. Qual a fisiopatogenia dos efeitos do excesso crônico de GH em cadelas? Descreva as manifestações clínicas clássicas da acromegalia canina.
  8. Explique como o uso de somatotropina bovina recombinante (rbST) aumenta a produção leiteira em vacas, abordando seu mecanismo de ação principal e as considerações éticas e de mercado.
  9. Quais são os efeitos do GH na composição corporal de animais adultos, para além do crescimento linear?
  10. Com base em conhecimentos atuais, existe alguma relação conhecida entre a secreção de GH, o metabolismo e a longevidade em mamíferos domésticos? Explique.

9. Glossário de Termos Técnicos

Acromegalia
Condição caracterizada pelo excesso crônico de hormônio do crescimento (GH) em adultos, levando ao crescimento exagerado de tecidos moles e ossos, e distúrbios metabólicos.
Adeno-hipófise (Hipófise Anterior)
Porção anterior da glândula pituitária responsável pela produção e liberação de diversos hormônios, incluindo o hormônio do crescimento (GH).
Aminoácidos
Unidades básicas que compõem as proteínas.
Anabolismo Proteico
Processo de construção de proteínas a partir de aminoácidos, promovido pelo GH para o crescimento e reparo dos tecidos.
Androgênios
Hormônios sexuais masculinos.
Anti-insulínico
Efeito que antagoniza a ação da insulina, elevando os níveis de glicose no sangue.
Células Somatotróficas
Células localizadas na adeno-hipófise que sintetizam e secretam o hormônio do crescimento.
Condrócitos
Células que formam a cartilagem e desempenham papel crucial no crescimento ósseo.
Diabetes Mellitus
Doença metabólica caracterizada por hiperglicemia devido à deficiência de insulina ou resistência à sua ação.
Diabetogênico
Que tem a propriedade de causar ou promover diabetes.
Eixo Hipotálamo-Hipófise
Sistema de comunicação entre o hipotálamo e a hipófise que coordena a liberação de vários hormônios no corpo.
Ectópica
Produção hormonal em um local diferente do habitual.
Epífises
Extremidades dos ossos longos onde ocorre o crescimento ósseo em comprimento, influenciado pelo GH e IGF-1.
Estrogênios
Hormônios sexuais femininos.
Feedback Negativo
Mecanismo de autorregulação onde o aumento de um produto final inibe a produção ou atividade de um hormônio ou enzima inicial.
GHIH (Hormônio Inibidor do Hormônio do Crescimento)
Outro termo para somatostatina.
Gliconeogênese Hepática
Produção de glicose pelo fígado a partir de precursores não-carboidratos.
GHRH (Hormônio Liberador do Hormônio do Crescimento)
Hormônio produzido pelo hipotálamo que estimula a secreção do GH pela adeno-hipófise.
Glicocorticoides
Hormônios esteroides com efeitos no metabolismo e resposta imune (ex: cortisol).
Grelina
Hormônio produzido no estômago que estimula a fome e a liberação de GH.
Halitose
Mau hálito.
Homeostase
Capacidade do organismo de manter um ambiente interno relativamente estável.
Hormônio Anabólico
Hormônio que promove a síntese de moléculas complexas (ex: proteínas), resultando em crescimento e aumento de massa.
Hormônio Peptídico
Hormônio de natureza proteica (cadeia de aminoácidos).
Hormônio do Crescimento (GH)
Hormônio polipeptídico produzido pela adeno-hipófise que estimula o crescimento e a reprodução celular em animais.
Hiperplasia Gengival
Crescimento excessivo do tecido da gengiva.
Hiperglicemia
Níveis elevados de glicose no sangue.
Hiperinsulinemia
Níveis elevados de insulina no sangue, geralmente compensatória à resistência insulínica.
Hipotálamo
Região do cérebro que controla diversas funções corporais e regula a liberação de hormônios pela hipófise.
IGF-1 (Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1)
Peptídeo produzido principalmente pelo fígado em resposta ao GH, mediando muitos dos efeitos do GH no crescimento e desenvolvimento.
Insulina
Hormônio pancreático que regula a captação de glicose pelos tecidos.
JAK/STAT
Via de sinalização intracelular ativada por receptores de GH.
Lipogênese
Processo de formação de gordura.
Lipólise
Processo de quebra de lipídios, resultando na liberação de ácidos graxos livres, um efeito promovido pelo GH.
Longevidade
Duração da vida.
Metabolismo Basal
Quantidade mínima de energia necessária para manter as funções vitais do organismo em repouso.
Mixedema
Acúmulo de glicosaminoglicanos no tecido subcutâneo, que causa inchaço e espessamento da pele.
Nanismo Hipofisário
Deficiência de GH que resulta em crescimento reduzido e estatura abaixo do normal em animais.
Neuro-hipófise (Pars Nervosa)
Parte posterior da hipófise que armazena e libera ADH e ocitocina.
Osteoblastos
Células responsáveis pela formação de novo tecido ósseo, cuja atividade é aumentada pelo GH.
Paresia
Fraqueza muscular.
Plaque Epifisária (Placa de Crescimento)
Região de cartilagem nos ossos longos onde ocorre o crescimento em comprimento.
Polidipsia
Aumento excessivo da sede e do consumo de água.
Polifagia
Aumento excessivo do apetite.
Poliúria
Aumento excessivo da produção de urina.
Progestágenos
Hormônios esteroides, como a progesterona, que têm efeitos gestacionais e podem influenciar a produção de GH em cadelas.
Prognatismo
Projeção da mandíbula inferior além da superior.
Pseudociese (Gravidez Psicológica)
Condição em fêmeas não gestantes que apresentam sinais físicos e comportamentais de gravidez.
rbST (Somatotropina Bovina Recombinante)
Forma sintética de GH bovino, usada para aumentar a produção de leite.
Receptores de GH (GHR)
Receptores específicos nas células-alvo onde o GH se liga para exercer seus efeitos.
Somatostatina
Hormônio inibitório produzido pelo hipotálamo que regula negativamente a secreção do hormônio do crescimento.
Somatotropina
Outro termo para Hormônio do Crescimento (GH).
Tireoide
Glândula endócrina que produz hormônios T3 e T4, essenciais para o metabolismo.
Tirosina
Aminoácido precursor da tiroxina e da adrenalina.
Vasoconstrição
Diminuição do calibre dos vasos sanguíneos.

10. Referências Bibliográficas

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